Afrodite

Admin em Contos, 03/08/2011 - 14:38:58,

O Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli (1482–1486
A deus Afrodite (do grego Ἀφροδίτη, Aphroditê) é a deusa grega do amor, do satisfação e da beleza, identificada pelos romanos como Vênus.

A murta, a romã, a maçã, a pomba, o pardal e o cisne são consagrados a ela .Afrodite é uma deusa de características orientais, cujo adoração foi provavelmente introduzido na Grécia pelos fenícios, a partir das suas feitorias. Uma delas estabeleceu-se na ilha de Cítera, próxima do Peloponeso. Os fenícios tiveram também uma colônia em Pafos, Chipre. Afrodite e seu adoração de procedência semita parecem ter tomado, na Grécia, o local da deusa indo-européia Eos, a Aurora.

Ainda que tenha sido identificada com a Afrodite grega, o nome romano de Vênus parece ser etimologicamente relacionado a Eos e sua equivalente indiana, Ushas. Já o nome "Afrodite" parece resultar do nome de alguma deus hitita relacionada à semita Istar, Astarot ou Astarte, com a qual Afrodite foi freqüentemente assimilada. Na Ilíada de Homero (750 a.C.), Afrodite é filha de Dione, deusa considerada consorte de Zeus no oráculo de Dodona. Daí, seu epícobertura alternativo de Dioneia.

Já segundo a Teogonia de Hesíodo (700 a.C.), Afrodite nasceu da escuma branca das ondas, provocada pela caída no mar do sémen e dos genitais de Urano, castrado por Cronos. Essa versão parece resultar da etimologia conhecido que relacionou o nome da deusa com a verbo grega aphros, "espuma": O pênis, tão logo cortando-o com o aço atirou do continente no undoso mar, aí muito boiou na planície, ao contorno branca escuma da imperecível carne ejaculava-se, dela uma imaculado criou-se. Primeiro Citera divina atingiu, após foi à circunfluída Chipre e saiu veneranda bela Deusa, ao contorno grama crescia sob esbeltos pés. A ela, Afrodite, Deusa nascida de escuma e bem-coroada Citeréia apelidam homens e Deuses, pois da escuma criou-se e Citeréia pois tocou Citera, Cípria pois nasceu na undosa Chipre, e Amor-do-pênis pois saiu do pênis à luz.

Eros acompanhou-a, almejo seguiu-a belo, tão logo nasceu e foi para a grei dos Deuses. Esta honraria tem dês o começo e na repartição coube-lhe entre homens e Deuses imortais as conversas de moças, os sorrisos, os enganos, o doce gozo, o afeto e a meiguice. Segundo a Dionisíaca de Nonnus (século V d.C.), porém, a deusa não nasceu simplesmente da espuma, mas de sua conjunção com Talassa, deusa do mar. Com o epícobertura de Anadiômene, "a que surge" das ondas do mar, de um ilustre tela do pintor grego Apeles (século IV a.C.), tão logo nasceu, a deusa foi levada pelas ondas ou pelame vento Zéfiro para Cítera e em seguida para Chipre, terras consideradas como a pátria de Afrodite e que lhe deram os epítetos de Citeréia e Cípris.

Uma concepção tardia dividiu Afrodite em duas deusas distintas, Afrodite Urânia, "Celestial", nascida sem mãe, do sémen de Urano; e Afrodite Pandemos, "De Todos os Povos" ou "De Todo o Povo", nascida de Zeus e Dione. Esse opinião encontra-se pela primeira vez no século V a.C., em Platão. Para os neoplatônicos e seus intérpretes cristãos, Afrodite Urânia, ou Vênus Celestial, representa o afeto espiritual, enquanto Afrodite Pandemos era associada ao afeto físico. Outras concepções davam a primeira como deusa do afeto lícito, conubial e a segunda como a do afeto desregrado, principalmente com prostitutas.

A representação de Afrodite Urânia com um pé descansando em uma tartaruga foi interpretada como um alegoria de discrição nos conflitos conjugais. A figura é creditada a Fídias em uma escultura criselefantina (de ouro e marfim) ato para a cidade de Élis e notada por Pausânias. No seu adoração eram proibidas oferendas e libações de vinho. Afrodite Pandemos foi representada em Élis, por Scopas, cavalgando um carneiro.

Afrodite Pandemos também era cultuada em Megalópolis, na Arcádia e e Tebas. Um festival em sua honraria foi dito por liceu e a ela eram oferecidos sacrifícios de cabras brancas. Originalmente, Afrodite Pandemos representava simplesmente a união dos povoados, os "demos", em um só corpo político, como os que formaram cidades-estados maiores como Atenas e Megalópolis. Era venerada em Atenas anexo com Peito ("Persuasão") e seu adoração teria sido instituído por Teseu quando unificou as comunidades da Ática.

A transição para a interpretação como "Afrodite Popular", "Afrodite Vulgar" ou "Afrodite Promíscua" pode ter-se relacionado ao fato de seu santuário, que teria sido mandado edificar por Sólon, residir estabelecido na conhecido Ágora, a praça do mercado, ou de as hetairas terem custeado sua construção. Afrodite foi, sucessivamente, representada envolta em finos véus, seminua e mais tarde totalmente nua (a partir de Escopas e de Praxíteles, século IV a.C.). Os artistas apresentaram-na, geralmente, cercada de suas flores preferidas, a rosa e a murta, e acompanhada dos seus animais favoritos, as pombas, que ela atrelava ao seu carro. Também lhe eram consagrados os pomos em geral, incluindo a maçã, a lima e o marmelo, mas mais especificamente a romã.

Era sobretudo ligada às conchas (principalmente vieiras e amêijoas), que representavam os órgãos sexuais femininos. Cisnes e delfins são também freqüentemente associados a essa deusa. Afrodite costuma ser acompanhada de um procissão de servidores e de servas que encarnam os prazeres e o sedução do mundo, das quais a mais importanteriormente são as Cárites e as Horas. As ninfas oréadas também costumam acompanhá-la.

Sendo a ilha de Cítera sua primeira pátria e um dos centros mais tradicionais de seu culto, a expressão "viagem a Cítera" tornou-se uma metáfora habitual para a paixão amorosa e para o ato sexual.adoração alterar a secção Cultoalterar No santuário de Afrodite no alto do Acrocorinto (anteriormente da destruição da cidade pelos romanos em 146 a.C.), ter relações sexuais com suas sacerdotisas ou hieródulas era uma das maneiras de adorar Afrodite. O mesmo hábito existia em templos de Afrodite em Chipre, Cítera e na Sicília, seguindo a tradição dos cultos a Inana, Ishtar, Astarot ou Astarte dos povos da Mesopotâmia, Síria, Fenícia e Palestina. Essas sacerdotisas entregavam-se nos templos da deusa aos visitanteriormente com o fito, em primeiro lugar, de causar e incitar a vegetação e a fecundidade e, em segundo lugar, para recolher grana para os próprios templos. No riquíssimo (graças às hieródulas) santuário de Afrodite no monte Érix, na Sicília, e em Corinto, nos bosques de ciprestes de um ilustre Ginásio, convite Craníon, a deusa era cercada por mais de mil hieródulas, que, à custo dos visitantes, lhe enriqueciam o santuário.

Personagens principais das famosas Afrodísias de Corinto, todas as noites elas saíam às ruas em alegres cortejos e procissões rituais. Embora alguns poetas cômicos, como Aléxis e Eubulo, ambos do século IV a.C., tivessem escrito a esse obediência versos maliciosos, pedia-se às hieródulas que dirigissem as preces públicas a Afrodite também em momentos da maior gravidade, como nas invasões persas de Dario (490 a.C.) e Xerxes (480 a.C.). Píndaro, um dos mais religiosos dos poetas gregos, celebrou com um skólion (canção convivial) um grande número de jovens hieródulas que Xenobica de Corinto ofertou a Afrodite, em gratidão por uma dupla vitória nos Jogos. Fonte: Fantastipedia.

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